♥ Um processo - minimalismo ♥


Há muito venho me sentindo incomodada com a quantidade de coisas que tenho. Quando me mudei para o meu apartamento atual, que é bem pequeno, tive que reavaliar o que é realmente é essencial para o meu dia-a-dia porque não tinha espaço para tudo. 

Foi aí que percebi que tinha (e ainda tenho) mais do que preciso. Pois bem, comecei a doar muitas coisas porque achei que, assim, eu iria resolver meu problema de espaço. Mas neste fim de semana, tive um estalo: abri o baú da minha cama e percebi que tudo o que tinha ali dentro (o baú está lotado) eu não havia usar neste ano.

Levei o maior susto com isso! Gente, se não usei no último ano é porque não preciso de nada daquilo. Sempre tive uma regrinha básica aqui em casa: se não usei no último ano, é porque não preciso, ou seja, posso doar. E me vi em frente a um baú cheio de coisas que não usei e, consequentemente coisas das quais não preciso, só ocupando espaço e pretendo a energia das coisas (acredito nisso).

Por coincidência, assisti ao documentário Minimalism: a documentary about the important things e comecei a me reconhecer como uma pessoa com tendências minimalistas (já já explico). Depois de ver o filme, ler alguns artigos, comprar vários livro pela internet (ainda não os li, mas estou louca para começar) e ver alguns vídeos no Youtube sobre o assunto, percebi que talvez eu não seja uma pessoa totalmente adepta ao minimalismo, como os protagonistas do documentário, mas venho praticado, há muito tempo e sem perceber, o minimalismo. Por isso disse que sou uma pessoa com tendências minimalistas porque ainda não aplico o minimalismo em todas as áreas da minha vida.

Documentário disponível no Netflix

Veja bem: 

   * estou sempre doando as coisas
   * não sou de acumular
   * se compro uma camisa, doo outra
   * nos aniversários dos pequenos sempre retiramos o que podemos doar (para fazer espaço para os          novos brinquedos)
   * sempre digo: 'MENOS É MAIS'
   * gosto de poucos móveis em casa (prefiro ter espaço livre para transitar)
   * sempre fui muito pártica no meu guarda-roupa

Enfim, me reconheci como uma pessoa com traços minimistas. Não que essas coisas determinem uma pessoa com o estilo de vida assim, mas me reconheci por causa dessas caraterísticas no início desse processo. Não sei se consigo ser como os protagonistas do filme (se não viu, recomendo muito que veja), mas estou me descobrindo para ver até onde eu vou.

E não está apenas reflacionado ao descarte (também percebi isso), que na minha avaliação é o primeiro passo. Mas também a questão do consumo consciente. Venho consumindo conscientemente, (dentro no que consigo inserir na minha rotina, claro), já há algum tempo. E não tinha a menor ideia que isso fazia parte de um estilo minimalista de levar a vida.

Não estou aqui dizendo que isso é bom ou ruim, que todos deveriam ser assim, destralhar, consumir o que precisa, cada um tem suas descobertas... só estou constatando que estou nessa fase e que isso veio muito forte em mim. 


Por isso, pessoal, irei mudar algumas coisas na minha vida e gostaria de compartilhar todo o processo com vocês. Hoje sei muito pouco sobre o assunto, fiz muito pouco. Estou apenas sentindo essa necessidade de começar. E acho muito interessante mostrar o processo do zero para, talvez, estimular mais alguém que também esteja na mesmo fase que eu. :) (quem sabe?)

Não sei exatamente quais mudanças estão por vir (consumo, estilo de vida, casa, organização, relacionamentos, filhos, trabalho, redes sociais), como elas serão aplicada na minha rotina, mas vou mostrando tudo aqui na medida em que forem acontecendo.



Então, se alguém tiver algum livro, filme, documentário, artigo ou qualquer outra fonte de informação sobre o assunto, adoraria que deixasse nos comentários porque estou na fase de conhecimento teórico da coisa para pode me apropriar melhor do conceito e das práticas e entender o que funciona e o que não funciona para mim.

Um grande beijo e até o próximo post.

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