O que muda com as novas regras para estimular o parto normal?

Hoje o post é para esclarecer um assunto sério que veio à tona nesta semana: as novas regras para o parto normal. Vou escrever de uma maneira bem simples, no popular mesmo

A Resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nº 368 prevê que a gestante tem o direito de saber a porcentagem de partos normais e cesarianas de seu plano de saúde, de seu hospital e de seu médico. 

Qual o objetivo da resolução?

Informar as gestantes os percentuais de partos normais e cesários que o plano dela está fazendo, bem como o médico. O objetivo é fazer com que ela opte pelo parto normal, desestimulando-a de realizar uma cesariana em razão dos altos índices desta cirurgia e também dos riscos. 


O que muda para a gestante?

Na prática, nada. Ela tem direito de saber quais são os índice de cesáreas e partos normais de seu plano, de sua maternidade e de seu médico. 

Ela também tem direito deve receber o Cartão da Gestante, documento que traz os principais dados de acompanhamento da gestação. Mas essa é uma medida que já era tomada em alguns grandes centros urbanos e na rede particular.

Aqui em Brasília, por exemplo, é de praxe o obstetra dá um cartão como esse e ir anotando no decorrer da gestão as informações mais relevantes que ele considerar. Não sei se isso se aplica também na rede pública.


O que muda para os médicos?

Sabe o famoso plano de parto? Então, agora os médicos são obrigados a preencher um. O partograma, como é chamado agora, é um documento que detalha o andamento do trabalho de parto. Só que agora só podemos fazê-lo quando iniciado o trabalho de parto, o que dificulta um pouco as coisas porque nesse momento estaremos ocupada, não é mesmo?

Antes era a mulher que fazia isso e se quisesse, claro que com a ajuda do médico. Prometo que semana que vem faço um post sobre o meu plano de parto, digo partograma.


E quando a mulher optar por cesárea, mesmo tendo condições de fazer parto normal, os planos de saúde cobrirão o procedimento?

Sim, a gestante pode optar pela cesariana agendada mesmo tendo condições de fazer o parto normal. O plano de saúde deve cobrir o procedimento. O que muda é que a gestante deve assinar um "Termo de Consentimento Livre e Esclarecido", em que declara que está ciente dos riscos associados à cesárea. 


Minha opinião:

Acho que o parto normal é a melhor opção para a mulher, porque tem menos riscos cirúrgicos, digamos assim, e para o bebê porque é ele quem decide o momento em que as coisas têm que acontecer.

Mas há situações que não se aplicam o parto normal, sejam elas por questões de saúde (do bebê ou da mãe), sejam elas simplesmente porque a mãe não quer. Penso que a mulher tenha esse direito também.

Concordo verdadeiramente com o  Dr. César Eduardo Fernandes, diretor-científico da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), quando ele diz que tanto o cartão da gestante quanto o partograma são ações que já vinham sendo feitas mesmo antes da resolução da ANS.

Sendo assim, não entendo a finalidade de se informar os índices (e riscos) de partos normais e de cesarianos à uma gestante antes do parto se ela mesma pode fazer isso se quiser. Eu, por exemplo, li 18 livros na gestação do meu primeiro filho. Por que? Porque queria saber o que aconteceria durante meu parto, como se faz um parto em casa e normal, como oferecer o peito, como se colocar para dormir, enfim, queria conhecer o que me esperava para não ser pega tão despreparada. E funcionou. Aqui tem alguns livro que li.

Sobre o parto humanizado

Sou a favor do parto normal, mas mais a favor ainda da liberdade da mulher poder escolher ter as informações e os procedimentos que ela julgar necessários quando se trata do seu corpo. Não acho que isso deve ser tratado pelo Estado. Mais importante do que isso, na minha modesta opinião, é a questão da humanização dos partos. aí sim acho que o Estado deveria intervir de maneira positiva.

E você, o que acha de tudo isso?

beijos e beijos,

Cidália Sant'Ana

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